quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Fallensky, lança "Please Die"


No último dia 22/08/2012, a mais nova banda do cenário underground, Fallensky, lançou " Please Die", a primeira música do EP que ainda não tem um título indefinido.
Para quem quiser ouvir o som da banda, e conhecer um pouco do que é a Fallensky, clique no link http://soundcloud.com/druh-monteiro/please-die

Please Die, foi produzida pelo Paulo Roberto no estúdio Zero Produções, localizado na Rua Duarte da Costa n 76 - Caieiras - SP. 
E antes do início das gravações, que eu pude acompanhar, tive uma rápida conversa com o mais novo pessoal do cenário independente de São Paulo.


Eae galera, valeu, muito obrigado por ceder alguns minutos para falar comigo. Pois quero saber quem são os integrantes da Fallensky e como vocês se conheceram?
Vitor Lorenzo>  Opa, nós que agradecemos o espaço, Rafael. Os integrantes são,  Eu e o Carlos Botejara na guitarra, o Druh – Scream Vocal, Rogério – Vocal , Caique no baixo, e Renato na bateria.
 Bom,  galera se conheceu na escola,  primeiro conheci o Druh por um outro amigo e assim conhecemos o Caique, decidimos montar uma banda que no inicio era a "The Furcks". O Druh conhecia na própria escola um baterista, chamamos o Renato para tocar e o Niki ( Amigo do Victor ), nosso antigo guitarrista.  Mas, logo depois tivemos mudanças quando o nosso guitarrista resolveu sair. Foi então que convidamos o Carlos Botejara para tocar com agente que estudava na mesma escola que o Druh e Renato, que no tempo tinha um projeto com o Rogério. Na saída do antigo vocalista Alexandre e um dos fundadores da banda tambem, resolvemos trazer o Rogério para  a banda, assim se deu a nossa formação atual.


Entendi, me diz  um pouco da influência da banda e como surgiu o nome Fallensky?
Druh: Fallensky, significa decadência do céu,ou seja, diz um pouco como eramos. Posso resumir isso, da ingenuidade e inocência da vida, para o brutal, sexo, drogas e muito rock.
As nossas influências são: Asking Alexandria, Trivium, Gloria e também de algumas bandas que servem de influência para muita gente que começa, como, Metallica e Iron Maiden e Pantera



Com a reformulação que vocês me destacaram, mudaram o som de vocês de alguma forma?
Druh> Claro, digo que ganhamos diferença, um peso melhor nas músicas com a presença de mais um guitarrista e do vocal do Rogério também que diferencia o nosso estilo musical, a Fallensky, ficou diferente, talvez melhor, mas isso não sou eu quem vou dizer.


Quais as temáticas que vocês seguem e quem é que mais compõe na banda?
Carlos Botejara> As nossas letras leva uma crítica a sociedade e crítica pessoal, tudo que enxergamos. Desde a hipocrisia até a falta de respeito com o próximo. O Druh e o Vitor compõem bastante viu, e depois o pessoal se reúne para as opiniões básicas e dar uma finalizada na letra ou acrescentar algo, claro, sempre há essas mudanças.



Como analisam a internet hoje, um meio para divulgar o som das bandas independentes. Ajuda o suficiente?
Botejara > Ajuda sim, a internet hoje é o jeito mais fácil de mostrar o nosso trabalho, mesmo sendo difícil de absorver uma boa parte do público.



Cite algumas outras bandas do cenário independente que vocês admiram e curtem o som :
Druh> Os nossos amigos da Irvin, que sempre nos deram muita força.  Tem os caras da John Wayne que representa demais e não posso deixar de falar também da galera da Sea Smile e os mestres do Underground da LexLevel.



Como vocês analisam o cenário atual do rock independente?
Botejara>  A cena do metal independente no Brasil é uma tragédia, o Brasileiro não valoriza os nossos artistas e bandas, não comparecem em shows, enfim, é triste a realidade que assola nosso país.

Rogério> Sem falar também das casas de shows que, em sua maioria, não respeitam as bandas. Pois quem gosta de fazer música, não faz por somente querer  aparecer e sim para ser reconhecido.



Bom galera, muito obrigado pela rápida conversa, sucesso e abraços!
Druh> Valeu Rafa, nós que agradecemos pelo espaço dado. Galera, ouça Fallensky e fiquem ligados nas próximas quatro músicas que vem por ae.













sábado, 11 de agosto de 2012

[Recomendado] 14 - Rock Nacional não morreu


Bandas novas, independentes, em busca de seu espaço e acima de tudo, respeito no cenário musical. Músicos que não são conhecidos por grande parte do público, e com a internet um novo e mais democrático meio de comunicação, mostramos que é possível ouvir bandas que nos agradam, seja de suas diversas vertentes musicais dentro do rock.

É isso, sem mais delongas, vamos aos indicados, e não deixe que a TV e as Rádios influencie no que você irá ouvir.


Banda Vex
https://twitter.com/VEXmusic

Informações
Gênero: Metal/ Hardcore
Natural de: São Paulo - SP

Integrantes

Bruno Sanches - Vocal
Michael Bernardo - Baixo/Backing vocal
Rene Vignoli - Guitarra/ Vocal
Bruno Porfirio - Bateria









Krucipha

Informações
Gênero: Trash Metal/ Experimental 

Natural de: Curitiba - PR


Integrantes

Fabiano - Vocal
Luiz Gabriel - Guitarra/ Vocal
João Cavalli - Baixista
Felipe Nester - Bateria
Jgor Nosnjóy - Percussão e vocal








Sea Smile

Informações
Gênero: Post-Hardcore/ Metal
Natural de: São Paulo - SP

Integrantes

Erick Benediht - Vocal
Henrique Baptista - Guitarra/ Vocal
Emerson - Guitarra
Leonardo - Baixo
Eric Jhonny - Bateria







É isso, fiquem ligados por aqui @Rafampaz

Abss

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

[Recomendado] 13 - Rock Nacional não morreu

Nesse post, irei como de costume indicar as bandas novas, que se mostram dispostas a levar uma sonoridade diferente. Artistas que acreditam em suas verdades e lutam pelo seus ideais. Bandas independentes, que apesar das dificuldades para se trabalhar e viver por esse meio, mostram som de qualidade, e muitas vezes chegando ao mesmo nível de outras com selos de grandes gravadoras, pois essas devem ser reconhecidas e indicadas aqui pelo blog, da maneira que faço mensalmente.


Sem mais delongas, vamos aos indicados.




Finding Juliet
Informações
Gênero: Metalcore/ Hardcore
Natural de : São Paulo - SP




Integrantes

Ygor Andrezzo - Vocal
Luiz Carlos - Guitarra
Felipe - Guitarra
Rafael Colaço - Baixo
Denis - Bateria










Bad Cookies
https://twitter.com/bandabadcookies

Informações
Gênero: Punk Rock/ Garagem
Natural de: Guarujá - SP

Integrantes

Phabio
Diego Cabrero
Marcio
Brunno Melro
Will









Pray for Mercy

Informações
Gênero : Death Metal
Natural de: São Paulo - SP

Integrantes

Otavio Augusto - Vocal
Fabio Frazão - Vocal
Hebbertty - Guitarra
Pedro Lobo - Guitarra
André Soares - Baixo
Lucas Gomes - Bateria






Liferika

Informações
Gênero: Rock N´Roll
Natural de : São Paulo - SP

Integrantes

Diego - Vocal e Guitarra
Adriano - Baixo
Caul - Bateria








 Ofel


Informações
Gênero: Hardcore
Natural de: Campinas - SP

Integrantes

Dih - Vocal
Mathias - Guitarra
Athus - Guitarra
Renato - Guitarra
Thi - Baixo
Evandro - Bateria








De Los Man

Informações

Gênero - Rock N´ Roll
Natural de: São Paulo - SP

Integrantes

Fabiano - Vocal e Baixo
Paulo Viscerália - Vocal e Guitarra
Eduardo Dolls - Bateria









Então é isso... Abs
@Rafampaz







terça-feira, 31 de julho de 2012

Mulher também faz rock


Há quem duvide da capacidade de alguns artistas independentes, por não terem muito espaço e o aparato necessário para que produzam suas músicas. Especificamente no mundo do rock,  a suspeita ainda é maior se tiver a presença de mulheres. Sim, isso mesmo. É percebido em todos os lugares que certos públicos não acreditam nelas; que fazem música. No entanto, há controvérsias, e divide opiniões se existe aquele tal preconceito com bandas femininas.

Pois você já dever visto falar da L7, Bikini Kill, Voodoo Queens, Pussicat Trash, The Breeders, entre outras que marcaram o movimento Riot grrrl, que tinha o intuito de realizar festivais independentes de bandas femininas, que mostravam várias vertentes do rock como: Heavy Metal, Punk Rock, Grunge e Hardcore. Elas tinham suas próprias ideologias, a luta contra o machismo e a crítica em algumas situações políticas na sociedade. Riot grrrl, foi popularizado pela banda Bikini Kill, porém, não tinha lideres específicas. O ideal era que cada garota se posicionasse perante  alguns valores estabelecidos, a luta pela liberdade e igualdade  e a defesa de seus pensamentos, isto é, não serem influenciadas.


Halestorm - I Miss The Misery

As mais recentes...

Sem deixar de falar da nova safra mais atual de bandas, não podemos esquecer a Amy Lee, que comanda o Evanescence, com sua bela voz e a sua versatilidade nos instrumentos e nas canções, fazendo da melancolia algo um tanto que agradável para os ouvintes.Podemos destacar também, a mais recente, Taylor Monsem, à frente da The Pretty Reckless, com sua voz, grave e potente de certa forma, e um incrível talento, que no início de sua carreira na arte era atriz, onde interpretou Jenny no seriado Grossip Girl. Enfim, entre outras bandas existentes com o vocal feminino, como Paramore, Versamege, Eyes Set To Kill, e etc...

Ultimamente no cenário independente, tem surgido bandas com mulheres de atitude e características que não podemos simplesmente ignorar ao ponto de dizer que não estão fazendo rock.

Algumas pessoas não conhecem bandas femininas, e quando se nota a presença dessas em alguns shows, é notório o menosprezo. " Nós já passamos por alguns comentários infelizes antes de shows, mas não chegou a ser ofensa. E depois que tocamos, a mesma pessoa que criticou, nos elogiou. Então isso foi uma surpresa para todas", relatou Cintia Mello, vocalista da banda Constantine, e ainda ressaltou que não enxerga que há  preconceito com bandas formadas por mulheres, " Eu acho que as pessoas até pensam, mas nunca sofremos esse preconceito. Nos shows, percebo olhares curiosos. Então, na minha opinião, é somente uma curiosidade em saber o que vem pela frente", diz.
 E em meio a esse debate, por outro lado, a vocalista da banda Avev, Viviane Vasconcelos, tem um olhar diferente, " Certeza que há nesse meio da música muito preconceito com mulheres, sempre ouvimos piadinhas, não só conosco, mas também com o Drake (Guitarrista) por ser o único homem da banda. Infelizmente tem uma galera imatura, pensa que mulher não pode e nem sabe fazer rock".  Ao falar dos shows, ela também comentou sobre a convivência da banda, que sempre busca a diversão, e a boa conversa, " O nosso convívio é tranquilo, não tem muita confusão e briga. Eu costumo dizer que aparecem questões para se resolver. Quando existe algum problema, nós nos reunimos e temos o bom e velho diálogo, que é sempre a melhor opção. A bagunça sempre acontece, os vídeos não me deixam mentir. Sempre procuramos nos divertir, pois geralmente rola aquela tensão antes dos shows, sem falar da correria dos ensaios, entre outras coisas", disse Viviane.






Além das bandas  Constantine e Avev, aqui no Brasil , outras bandas femininas se destacam no cenário independente como: Agnela, Lipstick, Depois do Fim, WF, Felícia, entre outras. Mulheres que, em sua maioria se influenciam também por outras artistas internacionais para fazer música. "A vocalista que me impressiona com a voz é a  Lzzy Hale, da banda Halestorm. Ela tem uma voz poderosa, nunca tinha visto uma mulher com o timbre dela, com as técnicas que ela utiliza, ela é demais" comentou, Cintia.

A vocalista da Avev declarou  que a mulherada deve lutar pelos seus espaços, independente de qualquer coisa. "Abraçar seus sonhos sem olhar para trás, viver é arriscar sem medo de se arrepender" é o trecho de uma música da banda, que deixou uma mensagem positiva para aquelas que gostam e querem fazer música.   "Tem de correr atrás e não desistir para que o sonho se concretize. Obstáculos e críticas serão vários, mas ser forte e persistente faz toda a diferença para a realização dos objetivos. Cabeça no lugar, acima de tudo, ser humilde; humildade conta muito também." Finaliza Viviane.


Cintia Mello - Vocalista Constantine
@constantinerock




Viviane Vasconcelos - Vocalista Avev
@Avevrock


Então é isso, Abs.


Rafampaz, siga o blog, por favor...