terça-feira, 2 de outubro de 2012

Bandas do mês


Muitas pessoas não estão acostumadas com o ritmo democrático da internet. Digo isso, porque sempre não procuram algo diferente, ou seja, tentar conhecer sons novos fora da grande mídia. O fato é que está espalhado por todas as redes sociais bandas novas, independentes que realmente fazem  rock.
Falando um pouco da internet. Criamos agora a “ Bandas do mês “. E assim vocês poderão conhecer melhor um pouco de cada banda e saber o que eles pensam.


Bandas do mês...

Vamos seguir diversas temáticas, e bandas não tão novas também vão marcar presença por aqui... Como os caras da Pantufas do Além, que surgiram nos anos 2000, na serra Gaúcha. A sua formação se deu  por amigos de colégios, e mesclam o bom e velho rock ´n roll com uma pitada de blues. Estão há 12 anos na ativa e certamente têm histórias pra contar, entre altos e baixos e momentos difíceis e outros de alegria “ Como toda banda tivemos várias dificuldades e creio que a maior delas foi as férias forçadas por quase dois anos que tivemos, por questão de desentendimentos internos entre os membros. E antes disso já havíamos substituído outros integrantes e foi inevitável o descanso” conta Nello, o vocalista da banda. Que ressaltou ainda, que tal período foi conturbado, mas depois tudo se resolveu e conseguiram agregar coisas positivas “ Nessa época estávamos com uma agenda bastante movimentada, muitos shows e mídia. Apesar disso tudo, tivemos um retorno triunfante no que impulsionou ainda mais o nosso tesão pela música, além disso deixamos a prepotência de lado e fizemos valer a pena o que realmente nos interessa, que é a arte do rock n´ roll, e claro, sem deixar de lado também as boas cervejas e mulheres”, diz.
Com todo esse tempo no cenário musical os gaúchos conseguiram alguns feitos e amigos importantes dentro do rock gaúcho. “Já tocamos com diversas bandas, como Graforréia Xilarmônica, formada por Frank Jorge, ex Cascavelletes. E temos uma amizade muito próxima com os caras da Rosa Tattoada, um dos maiores ícones do hard rock nacional” disse Nello. Pois tudo isso foi fruto de trabalho e muitos shows que Pantufas do Além fez pelo território gaúcho. E quando o assunto é o futuro da banda, Nello diz com segurança do que podemos esperar para os próximos anos. “ Estamos em estúdio trabalhando em novas músicas, com uma nova formação, porém sem perder as raízes. Além de investir em uma sonoridade mais refinada, arranjos fortes, na letra também, tudo isso sem faltar a nossa boa cerveja” Conclui.





Pantufas do Além
Vocal/ Guitarra - Nello
Bateria - Bone
Baixo - Giordano
Guitarra base - Mauricio Valenti  




Uma outra banda que tem se destacado no cenário underground em São Paulo é a  Reversi, para quem vive no meio independente sabe dos momentos que um músico pode passar e com eles foi um pouco diferente “Dificuldades naturais de algumas bandas, é claro que tivemos, como conseguir uma formação legal, com pessoas comprometidas e focadas. Mas nós construímos um Home Stúdio e eliminarmos logo de cara um problema muito comum em bandas, que é o investimento em ensaios, com uma aparelhagem legal e saber o que realmente o que esta soando de fato” disse o Vocalista/Guitarrista da Reversi, Rubens Loureiro. Para ele, tem outros fatores que impera e atrapalha muitas pessoas que fazem música independente. Viver no cenário underground paulista.  “ Por ser uma tendência única e exclusiva daqui de São Paulo, é triste isso. Existem várias bandas de qualidade que são sabotadas por um esquema quase mafioso de compra e vendas de espaço em casas de shows” disse Loureiro que foi mais efusivo nos seus comentários. “ Tem bandas, por exemplo, que têm o publico pra vender uma cota X de ingressos, porém acabam ficando de fora, pelo simples de fato de outras, geralmente bem menos competente musicalmente falando, chegar e comprar o espaço, pagando o valor de 60 ingressos, e levando no máximo os familiares. Sem deixar de falar também das bandas que levam 60 pessoas no show e não ganham nenhum por cento sequer da bilheteria” conta. O vocalista da Reversi se mostrou triste com a realidade vivida pelos músicos, nessa situação lamentável. “ Tudo isso é bom para as casas, com o lucro garantido,  e também para as produtoras, detentoras dos grandes contratos. Mas, por outro lado, é ruim para as bandas e para o público, que viu o nível de tudo isso cair drasticamente” . Além de destacar a desvalorização das bandas, Rubens ainda fez uma comparação do que acontece no atual momento vívido na capital paulista “ Pois o que se vê é quase como um concurso de Miss Brasil, nos festivais... Onde o cara elogia sua banda e tudo, na sua frente. Mas, ao virar as costas ele aproveita e cola chiclete no seu cabelo e pisa no seu vestido”


Apesar de tudo que foi dito, ele ainda cita as exceções de casas de shows, que trabalham seriamente “ O lado positivo daqui, são os caras que fazem as correrias com a gente ainda. Casas como, o Inferno Club, ou a Led Slay, que tratam bandas como autorais e covers com respeito e atenção. E até ganham uma reciprocidade natural de tratamento e admiração por algumas pessoas” Explicou.
Para os próximos meses, a Banda Reversi deve se preparar ainda mais, pela quantidade de shows “ A nossa agenda está cheia, com a apresentação que vai marcar o lançamento do (Con) Sequência em Maringá/PR, e alguns shows meus acústicos. E toda essa correria será ótimo para o novo baixista da banda Eduardo Salinas, se adaptar as rotinas que vivemos. E por fim em novembro vamos focar no lançamento do Lyric Vídeo de O que você quer.  E um novo videoclipe, em breve.” Finaliza, Loureiro.

Banda Reversi
Vocal/ Guitarra - Rubens Loureiro 
Guitarra - Ricardo Godoy  
 Bateria - Renato Loureiro 
 Baixo - Eduardo Salinas



Uma outra banda, essa que vem com um som diferente. Digamos que um rock bem representado em Brasília, na capital federal. " O Regicídio possui uma ampla divergência musical. Passamos pelo metal Hardcore e nossas letras e espíritos são bem influenciadas pelo grupo de Rap Facção Central." declara o vocalista da banda, Benny. Que deu uma enfase maior ainda no que se diz respeito ao som da Regicídio " Quanto a nossa sonoridade, seguimos algumas bandas como, Biohazard, Madball, Brujeria, entre outras" conta. A banda, acabou de lançar um novo clipe, da música " Fúria Latina " que está no álbum Split.  Mas eles não pretendem parar por ai não. "Estamos em processo de finalização do novo CD, que terá oito faixas, porém ainda não definimos o título dele." diz, Benny.
A banda, participou da seletiva do Porão do Rock, evento musical de Brasilia, mas não foram aprovados para tocar no festival. Em alguns shows e outro, os caras da Regicídio conhecem e seguem de perto outras bandas da cena independente do estado " Não podemos deixar falar  aqui dos caras do Decimate Yourself, que é bem unida conosco e outras que estão na estrada também, como Shotgun Killa e Honor In Blood" acrescentou.
Regicídio é uma nova banda que terá um longo caminho a trilhar ainda no cenário roqueiro do Brasil e, por isso, eles almejam um futuro de glórias e conquistas. " Esperamos ter a chance de subir em grandes palcos, apesar de amarmos o espírito suburbano e hardcore dos shows. Nós queremos isso, tocar para um grande público. Mas vamos dar um passo de cada vez.Agora estamos apenas centrados na finalização do nosso CD." Finalizou, o vocalista.

Regicídio
Vocal - Benny Nunes
Guitarra - Emanuel Souza
Baixo - Guilherme Martimon
Bateria - Felipe Grimelo







Pantufas do Além > https://twitter.com/pantufaalem


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Banda Siena, com o rock de atitude e ideias...


" Bandas são feitas de músicas. Ideias, vontades e desejos transformados em acordes, melodias e arranjos "

Esse parece ser o lema de uma banda independente de São Paulo. A banda Siena,  mostra uma sonoridade diversificada dentro do rock. Que atinge várias influências, e até mesmo variam, de uma pegada melódica ou um peso mais alternativo. Até hoje, foram produzidos dois EPs , o "SIENA" e o mais recente " MELHORES DIAS ". Lançados em 2010 e 2011 respectivamente.  E para conhecer um pouco mais da história da banda, tive uma rápida conversa com o baterista Arthur, o Gringo da Siena.







Banda siena


Rafael : Queria saber, como a galera se conheceu, e quem são os integrantes da banda?

Gringo :  A atual formação do SIENA consiste de: André Aoni - Vocal / Guitarra Base
Marcel Lisboa - Guitarra Solo
Rod Lage - Baixo
Gringo - Bateria
Eu conheci o Rod na facudade e tivemos outras bandas juntos antes de formarem o SIENA. Depois juntou com o Aoni, que conheceram através de amigos em comum.



Rafael : Como surgiu o nome, Siena?
Gringo:  O nome SIENA foi uma ideia do nosso antigo guitarrista, o Tupi. Ele estava viajando pela Europa e passou perto da cidade de Siena. Ele sugeriu o nome e todos nós gostamos.



Rafael: E as influências do pessoal?
Gringo: Nossas influências variam entre os integrantes, mas como banda temos diversas influências, como Foo Fighters, Incubus, Muse, Kings of Leon, Arctic Monkeys. Black Keys... Entre outras.



Rafael: Apesar do pouco tempo de existência, já passaram por algumas dificuldades?
Gringo: Sim, já passamos por diversas dificuldades. A mais recente foi a saída do nosso guitarrista Tupi, mas como os outros integrantes estavam empolgados para continuar e gravar o novo EP, a banda segue em frente. Qualquer artista que passa pela cena musical independente de São Paulo sofre bastante!


Rafael: O que carregam de positivo sobre isso?
Gringo: Como qualquer outra dificuldade na vida, o que nós levamos de positivo foi o aprendizado e também a vontade de seguir fazendo música. Bandas têm altos e baixos e por isso é importante saber se levantar e almejar uma evolução, porque o reconhecimento do público não chega de repente. É fruto de um processo árduo.



Siena - Junto Ao Chão







Rafael: Perfeito... Agora me diz, como vc enxerga as redes sociais, a internet. Como um meio para divulgar o som da banda, ajuda o suficiente?
Gringo: As redes sociais são uma grande ferramenta para as bandas de hoje. Com elas, temos muitas oportunidades que bandas não tinham antigamente, mas não podemos depender só disso. Uma banda precisa se afirmar no mercado  de outras maneiras e buscar também algum tipo de investimento financeiro.



Rafael:Existe alguma outra nova banda que você destaca, no cenário brasileiro?
Gringo: Nós gostamos bastante do trabalho da Vowe, que está tentando inserir boas influências no cenário musical brasileiro e também do Sabonetes, que já é um sucesso na cena underground paulistana.



Rafael: Bom, falando do EP, lançaram em 2011, certo? Quais as dificuldades que encontraram para produzi-lo?
Gringo: Sim, nós lançamos nosso último EP, Melhores Dias, em 2011. Uma das maiores dificuldades que encontramos ao produzi-lo foi o fato de todos estarem trabalhando em outro emprego. Nós ainda não vivemos de música e por isso, precisamos conciliar a banda com nossos empregos.



Rafael: E a repercussão do EP por parte dos críticos e fãs, como foi?
Gringo: Nossos fãs ficaram bastante satisfeitos com o EP e eles têm crescido bastante em número desde então. Nós sentimos uma evolução do primeiro pro segundo EP e  agora estamos sentindo um progresso ainda maior do segundo pro terceiro.


Rafael:Tem algo previsto para lançamento? Alguma música nova, videoclipe, EP?
Gringo:Já iniciamos a gravação do nosso próximo EP, que ainda não tem título definido. Ele conta com a produção de Rodrigo Castanho, que já trabalhou com grandes nomes da música brasileira como Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr., CPM 22, Fresno, NX Zero etc... Essa nova fase representa muito pra gente, pois sentimos que finalmente estamos encontrando a nossa real sonoridade. Temos muito trabalho pela frente, mas estamos muito ansiosos pra mostrar todos o resultado final. 


Rafael:Entendido... E os próximos shows, tem marcados?
Gringo: Para dar total foco à gravação, não estamos marcando shows no momento.




Rafael:Falando nisso, já ocorreu algo de inusitado em alguma apresentação?
Gringo: Quando o Tupi, nosso antigo guitarrista, ainda estava na banda, nós fizemos um show em Sto. André, e eu estava com intoxicação alimentar. Resultado? O Tupi, que também é baterista, tocou bateria e a banda se apresentou sem guitarra solo. O show precisa continuar!


Rafael: Bom, é isso... Muito obrigado pela atenção!
Gringo: Obrigado a você pelo interesse em nossa banda.


Bom, galera. Se quiserem conhecer um pouco mais do trabalho da Banda Siena, acessem os links abaixo.

http://www.bandasiena.com.br/
http://www.facebook.com/bandasiena
https://twitter.com/bandasiena
http://www.youtube.com/bandasiena



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Cenário musical Brasileiro... Como vai?


Foi muito discutido nos últimos dias o atual cenário da música Brasileira. Isso de modo geral.
Nos prêmios de duas emissoras que investem em musicas, parte do público não ficou satisfeito e enxergam a arte da música decadente em nosso país.
Bom eu posso concordar em partes, alguns estilos musicais foram destruídos.E ela virou comércio, onde produtores fazem algo para atrair as rádios e assim os seus artistas feitos, que muitos não almejavam viver dela, ganham notoriedade.
Vamos aos fatos...
O sertanejo foi por vários anos no cenário midiático uma tendencia musical que na maioria delas, eram formado por duplas. Vide, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó, e até os caras das raízes, Pena Branca e Xavantino.
Foram músicos que levaram valores e cultura para os fãs. Mesmo que esse não seja o estilo musical que me chame a atenção, mas tem o seu poder,  até mesmo pelas histórias de luta e determinação de algumas duplas para chegar aonde estão.
De uns tempos pra cá, percebemos mudanças, porém sem avanço nenhum ... O surgimento de novos rostos do cenário sertanejo, pois os maiores ídolos não são mais as duplas. E se tornou algo universitário. Veja bem, universitário. Com o sucesso de Luan Santana, Gustavo Lima e Michel Teló. Esse último chegando mais longe, ganhando fãs fora do país.
É meu amigo, o gringo que por um tempo ouviu Caetano Veloso, hoje tem em seu MP3 o hit do loirinho, “ Ai se eu te pego “.
Triste a situação, né...
Outra novidade, Rick Bonadio está de olho em novas promessas do sertanejo universitário.

É, já se agregou muitos valores culturais, hoje os valores são comerciais...

E quando você fala do Latino? HAHAHAHA

Faça - me rir, por favor.

Sem comentários para ele... Uma pessoa que escreve letras horríveis e fica somente esperando alguma base musical vir fora do país. Essa é a tática Latínica, para conquistar esse povo que já cantou "Renata, ingrata" e a "Festa do apê"

O Latino não pode ser considerado músico, acordem!

Bom, chega né. Vamos para o Rap.
O rap nacional, então... De repente, todos são da favela e amam o Projota.
Por favor hein, galera?
Destaco aqui, os atuais rappers: Criolo, Emicida, Ogi e os cariocas da Conecrew Diretoria. Embora eu não seja fã de nenhum desses, eu admiro e penso que esses artistas têm os seus valores e lutam pelo que acreditam.
O rap, sempre foi a música da realidade, da crítica dura. E não de usar temáticas românticas como vi outro dia, que uma seguidora me mostrou, o som de um rapper novo, um tal de Pollo.
Esses dias, vejo um comentário no facebook. “ Os emos estão curtindo rap agora? “
E eu pensei, já era de se esperar isso. Faz um comparativo das letras dos rappers modinhas atuais e dos antigos. O rap que vem falar de amor, pra mim não é rap. Me desculpe, muitos vão discordar.
Pra concluir o assunto Rap. No VMB, quando Racionais Mc´s entrou no palco sentei no sofá para ver os caras em cena. A galera que têm uma trajetória para ser respeitada, inclusive ganharam um prêmio ( Se Racionais MC´s está indicado é pra levar, certeza). Bom, e no show deles, vi um público desanimado, como se o público verdadeiro não estivesse ali. Aquilo é o retrato da realidade que vivemos, o Rap virou moda.
Não podia esperar outra coisa...
Só pra constar, não sou nenhum conhecedor do gênero, mas respeito muito a galera do Racionais MC´S , MV Bill e até mesmo o Gabriel o PENSADOR, Sabotage ( Que já se foi ) entre outros...


E o ROCK, meus amigos?
Bom, muitas pessoas avaliam como vergonhoso o atual cenário roqueiro. Vou discordar, acredito que está mudando e o bom e velho som está ganhando suas boas qualidades para a grande massa. O Rock nacional em si, têm suas vantagens, por reunir várias vertentes dentro do gênero, até mesmo por isso que eu vejo com bons olhos a cena. Tenho fé que nos próximos anos, o jovens Brasileiros ouçam e começam a gostar de sons melhores por aqui.

Ressalto que o cenário independente está rico de bandas com talento e que têm o seu público...

Nevilton, Vanguart, Fleeting Circus, Holiness, Lemoskine, Inkaktus Prole, entre outras. São algumas bandas que já conseguiram colocar os seus videoclipes e até mesmo estarem indicadas em prêmios pela MTV e Multishow.

O Rock Brasileiro não está morto, galera.

Esse blog já provou muitas vezes isso.

Isso foi minha opinião, e tudo que foi escrito por aqui não vai tirar nenhum prêmio ganho pela Restart ou pelo Michel Teló.

 E, CLARO, VOU FAZER O MEU BOM ROCK COM A GALERA DA BOB... Estamos na luta, e tenho fé que em 2013 vamos conquistar nossos objetivos, um de cada vez.



Mas, quanto ao cenário musical Brasileiro, como vai?

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Diário de um dia ruim


Resolvi criar esse post, que será um pouco diferente do que vimos no blog. Pois aqui é um espaço total para o rock. Ok, mas os textos que nós colocamos aqui também servem para reflexão dos leitores.
Pois o que vou relatar aqui, é o dia ruim que tive, uma quinta feira pra lá de zoada, para falar a verdade. E eu criei a tag " Diário de um dia ruim " para relatar e até da uma descontraída para quem sempre nos visita.
O ocorrido foi no dia 20/11 e eu muito ansioso para a minha primeira aula de canto, um curso que o pessoal de onde eu trabalho cedeu para os profissionais. E eu, como back vocals da Bob do Rock, preciso saber me aperfeiçoar e usar melhor a minha ferramenta vocal.
Ok, a aula seria as 17h30 até às 19h. La fui eu, todo feliz. E o professor... só conversa, ééé, só conversou com a galera. Mas o pior de tudo, não é que eu não aqueci minha voz, não fizemos nada prático, o pior de tudo. Foram os assuntos de musicas que ele levou para o pessoal. E nessas conversas eu descubro o gosto musical da galera. E o professor começou a falar bem e elogiar pra caralho, as letras do Terra Samba, sim do Teeerraaaa Sambaaa. E até mesmo do Belo. "PQP" pensei." Aonde isso vai parar?".

E eu fiquei quieto, na minha. Não ouço Terra Samba e muito menos o Belo. Fui obrigado a ouvir certas coisas, elogios feitos a esses.
A aula acabou, e tudo isso foi terminar as 19h20, e eu mega atrasado para a faculdade, a aula de quinta, que por sinal é muito boa. Temos diversos assuntos interessantes e é bem descontraída. E eu chegando atrasado lá, perco metade do que foi debatido em sala.
Arrumei rápido minhas coisas na assessoria, e fui correndo para o ponto. Entrando no ônibus, atrasado... Ainda tem aqueles trânsitos chatos que ficamos nas piores horas possíveis.


E eu lá, sentado perto da catraca, e de repente ouço um: “ Alôôô “ uma mulher. E começa a falar alto, acho que nunca vi ninguém falar tão alto. E falando sobre a vida inteira dela, que o marido comprou um carro, e que saiu do aluguel, e não sei o que. Ouvindo isso tudo, eu olhei atrás, pra ver quem era essa mulher. E o ônibus vazio, cara. Eu contei, tinha quatro pessoas da catraca pra lá, e só uma senhora la na frente, perto do motorista.

Bom, a mulher com algumas sacolas de compra, na certa fez suas compras de semana no Brás, e falando alto no celular. Não sei se ela tem problema de audição, ou se está muito feliz por fazer parte da nova “classe média”. Enquanto eu refletia nisso, a Natalia, uma amiga. Manda um SMS dizendo: “Rafa, to ferrada na prova amanhã de matemática. Faltei nas duas últimas aulas.” Eu respondi, “Mano, vc devia pedir para seus amigos de classe falar pra você o que foi passado em sala pra você ter noção e pesquisa na internet“ (E pensei, a situação dela ta pior perto da minha, ela faltou. Eu não queria faltar, e tava muito atrasado. No meio de um Trânsito, com a tia falando alto pra caralho, lá atrás, acordando até o cobrador do seu cochilo)

Bom, seguindo viagem, a tia do alto falante deu sinal. Porém, disse que não ia descer ali e desculpou–se, pois ela tinha se enganado de ponto. Puts, que raiva! Justo ela, fazer isso! já não bastasse ficar gritando no celular, agora atrasou a viagem dando sinal errado!
Depois ela desceu...
E quando tudo parecia normal, transito ficou bom. Eis que, um mendigo dá sinal para o ônibus. E pede algo que, 95% dos mendigos pedem para você na rua, e até mesmo para um motorista do ônibus.

O infeliz não subiu no ônibus, ele só fez dois pedidos. Coisas normais que quaisquer mendigos pedem por ae. (Para a minha revolta)
“Tem bolacha de maisena e dois reais pra mim, motorista?“ Pediu o mendigo.
Cara, o mendigo que não pedir bolacha de maisena e algumas moedas, é poser. Pode acreditar...
Ah, cara. Eu comecei a rir. Não era possível isso.

E a senhora que estava na frente deu alguns trocados para ele, e o motorista não tinha bolacha de maisena .

Isso não pode acontecer, e olhei para o celular. O relógio mostrava 20h12. E eu pensando.(Só pode ser a maldição daquelas correntes do orkut, pra minha vida ta toda bagunçada, só pode) PUTAQUEOPARIUPERDI40MINUTOSDAAULAJÁÁÁ!!!!

E depois de tanta luta, e acontecimento,  cheguei no terminal da Barra Funda. O primeiro a descer do ônibus e ir subir correndo as escadas para recuperar todo o tempo perdido.

Velho, cheguei no quinto andar. Na minha sala... Vejo ela vazia, e escrito na lousa: “O professor faltou“ AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Que merda!
Fui embora, mas na minha cabeça se passou tanta coisa, como: Sair do aluguel! Compra do Brás! Bolacha de maisena! Belo é gênio, entre outras coisas... Fiquei puto!

Entrei no ônibus pra ir embora, primeira coisa que fiz foi fechar os olhos e tentar dormir. Dei alguns cochilos e cheguei em casa bem, sem ver nada estranho. Mas revoltado da vida com o que me ocorreu.

E com vcs? Já aconteceu tanta coisa inusitada e estranha num só dia?